Eduardo sempre foi curioso sobre a natureza. Um dia, ele decidiu explorar um vulcão que, segundo as histórias, estava adormecido há muito tempo.
Eduardo e o Vulcão que Estava com Frio
Era uma manhã ensolarada quando Eduardo pegou sua mochila, colocou algumas frutas e uma garrafa de água e partiu em direção ao vulcão. Ele tinha ouvido os mais velhos da aldeia falarem que o vulcão estava “com frio”. Isso o intrigou, pois nunca havia pensado que um vulcão pudesse sentir frio.
— Mamãe, vou visitar o vulcão! — disse Eduardo ao se despedir. Ele viu a preocupação nos olhos dela.
— Tenha cuidado, meu filho. E não se aproxime demais da cratera! — aconselhou ela, acariciando seu rosto.
Eduardo acenou e seguiu seu caminho. As árvores balançavam com o vento, e a trilha estava coberta de folhas secas que estalavam sob seus pés. Ele sentia uma mistura de emoção e um pouco de medo, mas a curiosidade era maior.
Após uma hora de caminhada, ele chegou à base do vulcão. A imensidão da montanha era impressionante. Ele observou as rochas escuras e a vegetação escassa, e se lembrou das histórias que ouvira. As pessoas diziam que, se você prestasse atenção, poderia ouvir o vulcão sussurrar.
— O que será que você está sentindo, vulcão? — Eduardo murmurou, olhando para o cume.
Decidido a descobrir, começou a subir. A cada passo, o vento se tornava mais gelado. Quando chegou a um ponto mais alto, parou para descansar e observar a paisagem. Era lindo, mas o frio parecia intenso, quase como se o vulcão estivesse realmente tremendo.
— O que será que está acontecendo? — ele se perguntou, balançando a cabeça. — Por que você está com frio?
Enquanto observava, Eduardo notou um pequeno grupo de flores que brotavam entre as pedras. Elas eram coloridas e vibrantes, contrastando com o cinza do vulcão. Ele se aproximou, admirado.
— Uau, vocês são corajosas! — ele exclamou. — Mesmo aqui em cima, vocês florescem!
Eduardo se agachou para tocar as flores, e ao fazê-lo, sentiu um pequeno tremor sob seus pés. Seu coração disparou.
— O que foi isso? — perguntou, olhando ao redor.
No momento seguinte, ouviu um barulho. Um vento forte soprou, e ele viu uma fumaça se levantando da cratera. Eduardo ficou paralisado, com os olhos arregalados.
— Isso é assustador! — ele gritou, recuando um pouco. Mas, em vez de correr, ele decidiu ficar e observar. Algo dentro dele queria entender.
Então, o vulcão pareceu “falar” de uma forma diferente. A fumaça subia e formava desenhos no céu, como se estivesse comunicando algo. Ele fechou os olhos e tentou ouvir.
— Vulcão, você precisa de ajuda? — perguntou, com a voz trêmula. — O que você quer me dizer?
Após alguns instantes, tudo ficou silencioso. Eduardo abriu os olhos e viu a fumaça se dissipando. O frio parecia ter diminuído, e um calor suave começou a surgir. Ele percebeu que as flores ao seu redor estavam balançando, mas não pelo vento; elas estavam numa dança suave, como se estivessem felizes.
— Você só precisava de um pouco de atenção, não é? — disse Eduardo, sorrindo. — Às vezes, precisamos ser notados para nos sentirmos bem.
Ele decidiu voltar para casa, mas não antes de deixar algumas frutas perto das flores. Era um pequeno gesto de carinho.
— Até logo, vulcão! — despediu-se, sentindo-se em paz.
Na descida, Eduardo refletia sobre tudo que vivera. Entendeu que a natureza tem suas próprias maneiras de se comunicar, e que muitas vezes, tudo o que ela precisa é de um pouco de compreensão.
Quando chegou em casa, sua mãe estava preocupada, mas ele estava radiante.
— Mamãe, você não vai acreditar! O vulcão estava com frio, mas agora ele está bem! — contou, animado.
A mãe sorriu, aliviada e curiosa.
— O que você fez para ajudá-lo, meu amor?
— Eu apenas ouvi! — respondeu Eduardo, com um brilho nos olhos.
Perguntas sobre a história
- O que Eduardo levou em sua mochila para a aventura?
- O que a mãe de Eduardo disse a ele antes de sair?
- O que Eduardo encontrou no caminho até o vulcão?
- Como Eduardo se sentiu quando ouviu o barulho e viu a fumaça?
- O que Eduardo fez para ajudar o vulcão?
- Como Eduardo se despediu do vulcão?
- O que Eduardo aprendeu em sua aventura?
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Esta história faz parte da coleção Aventura na Natureza para Crianças.













