A Geladeira que Reclamava do Frio

Era uma vez uma geladeira muito especial que, ao invés de ser só um eletrodoméstico, tinha sentimentos e reclamava do frio.

A Geladeira que Reclamava do Frio

Em uma casa aconchegante, morava a pequena Laura. Ela adorava brincar na cozinha, onde sempre havia cheirinhos gostosos de bolos e biscoitos. Mas, havia um segredo nessa cozinha: a geladeira, que se chamava Dona Frida, não era uma geladeira comum. Dona Frida tinha uma personalidade forte e, principalmente, um grande detalhe: ela reclamava do frio.

— Ai, meu Deus! — exclamou Dona Frida, com a porta entreaberta. — Como é que eu aguento esse frio! Você não acha, Laura?

Laura, que estava organizando os doces que sua mãe tinha feito, riu.

— Mas Dona Frida, você é uma geladeira! O frio é o seu trabalho!

— Trabalho, trabalho… — resmungou Dona Frida. — Ninguém pensa em como é difícil ficar aqui, congelando tudo! Por que não pode ser um pouco mais quentinho?

Laura achou aquilo muito engraçado. Ela se aproximou da geladeira e perguntou:

— E se você fosse um pouco mais quente, o que aconteceria?

Dona Frida fez um barulho estranho e respondeu:

— Eu derreteria os sorvetes! E isso seria um verdadeiro desastre!

Laura imaginou o caos: sorvetes escorrendo, os doces se misturando com a água.

— É verdade! — ela riu. — Vamos deixar você no frio, então!

Mas Dona Frida não estava satisfeita. Ela começou a contar suas histórias sobre os dias em que sentia menos frio. As tardes ensolaradas quando a família se reunia na cozinha, aquele calor gostoso que fazia todos se sentirem felizes.

— Lembro de uma vez — começou Dona Frida —, quando fizemos um lindo piquenique na sala! Estava tão quente que todos trouxeram sucos gelados. O que você acha que eu fiz? Fiquei lá só pensando no frio!

Laura, com os olhos brilhando, queria entender mais.

— O que você queria fazer, Dona Frida?

— Eu queria estar lá fora, no sol, rindo com vocês! — disse a geladeira, com um suspiro pesado. — Mas aqui estou eu, guardando os alimentos e sonhando com as aventuras.

Laura pensou um pouco e decidiu que precisava ajudar Dona Frida a se sentir melhor. Ela correu até o quintal e trouxe uma toalha colorida.

— Olha, Dona Frida! Vamos fazer um piquenique aqui mesmo, na cozinha!

A geladeira ficou em silêncio.

— Um piquenique? Mas… e o frio?

— O frio não importa! — respondeu Laura, animada. — Vamos colocar as comidas bem perto de você e fazer tudo ser divertido!

E assim foi. Laura pegou todas as guloseimas da geladeira e as colocou na mesa. Fez um lindo arranjo com frutas, biscoitos e sucos gelados. Dona Frida olhava tudo com admiração.

— Isso está maravilhoso, Laura! — disse ela, já esquecendo do frio.

— E você pode participar! — incentivou Laura.

Dona Frida se sentiu tão feliz que começou a vibrar, fazendo um barulho alegre.

— Eu nunca pensei que um piquenique poderia ser tão divertido aqui dentro!

As risadas de Laura e o cheirinho das comidas foram suficientes para aquecer o coração de Dona Frida.

— Acho que posso suportar o frio mais um pouco, desde que tenhamos esses momentos juntos! — disse a geladeira, sorrindo.

E assim, na cozinha quentinha, Laura e Dona Frida tiveram o melhor piquenique de todos os tempos. A geladeira aprendeu que, mesmo no frio, o calor da amizade faz tudo ficar mais gostoso.

Perguntas sobre a história

  1. O que a Dona Frida reclamava na história?
  2. Por que Laura decidiu fazer um piquenique na cozinha?
  3. Qual era a comida favorita que Dona Frida guardava?
  4. Como Dona Frida se sentiu durante o piquenique?
  5. O que Laura fez para ajudar Dona Frida a se sentir melhor?
  6. Por que a amizade é importante na história?
  7. O que você faria para alegrar um amigo que está triste?

História para imprimir

História infantil para imprimir

Baixe o material

Use esta história em momentos de leitura, projetos pedagógicos e atividades de interpretação com as crianças.

Baixar material