Em uma pequena vila à beira-mar, onde histórias de piratas eram contadas ao redor da fogueira, uma menina chamada Roberta decidiu que estava na hora de viver uma aventura.
Roberta e o Farol do Fim do Mundo
Roberta sempre sonhou em ser uma pirata. Desde pequena, ela ouvia seu avô falar sobre tesouros escondidos e mares revoltos. Ele costumava dizer que o farol no fim do mundo guardava segredos que poderiam mudar a vida de quem tivesse coragem de ir até lá. Um dia, enquanto brincava na praia, Roberta encontrou um mapa antigo enterrado na areia, com marcas que apontavam para o farol.
— Olha, mãe! — exclamou Roberta, segurando o mapa com ambas as mãos. — Eu encontrei um tesouro!
Sua mãe, que estava preparando o almoço, aproximou-se, interessada.
— Um tesouro? O que diz esse mapa? — perguntou ela, com um sorriso curioso.
Roberta mostrou a ela as marcas. A mãe, percebendo a paixão da filha, sabia que não poderia desapontá-la.
— Se você deseja ir, deve partir logo. Mas lembre-se, a aventura pode ser cheia de desafios.
Com o coração acelerado, Roberta preparou uma pequena mochila com água, algumas frutas e um caderno para anotar tudo o que encontrasse. Ela sabia que precisaria de coragem e um bom plano. Ao amanhecer, partiu em direção ao farol.
O caminho era mais longo do que Roberta imaginava. Ela caminhou por trilhas cobertas de flores silvestres e ouviu o canto dos pássaros. O sol brilhava e o vento trazia a brisa do mar, fazendo com que ela se sentisse viva. Cada passo era uma nova descoberta.
Depois de algumas horas, Roberta avistou o farol. Ele era alto e imponente, com suas paredes brancas brilhando ao sol. Mas algo chamava mais a atenção dela: uma pequena entrada na base do farol, coberta de musgo e plantas.
— O que será que tem lá dentro? — pensou Roberta, enquanto se aproximava. Tinha um misto de medo e excitação.
Com um profundo suspiro, ela entrou na escuridão. O interior do farol era frio e úmido, e o eco dos passos de Roberta preenchia o espaço vazio. Enquanto explorava, encontrou uma escada de madeira que levava ao topo.
— Vou subir! — decidiu, determinada. A escada rangia sob seus pés, mas Roberta não hesitou. Ela queria ver o que estava além daquela porta no alto.
Ao chegar ao topo, viu uma vista deslumbrante. O mar se estendia até onde a vista alcançava, e as ondas quebravam nas rochas com força. Mas o que mais chamou sua atenção foi um baú antigo, empoeirado, no canto da sala.
— Um baú! — gritou Roberta, correndo até ele. Com esforço, ela conseguiu abrir a tampa. Dentro, havia moedas de ouro, colares e joias que brilhavam como estrelas.
— Eu achei! Eu realmente achei! — comemorou, dançando de felicidade. Mas, enquanto admirava o tesouro, uma voz ecoou no farol.
— Quem ousa entrar no meu farol? — perguntou uma figura fantasmagórica, com uma voz grave e assustadora.
Roberta parou, o coração disparado. — Sou Roberta, uma menina que sonha em ser pirata! Eu só queria descobrir o tesouro.
A figura se aproximou, e Roberta percebeu que era o espírito de um antigo pirata. Ele tinha um olhar sério, mas também curioso.
— Muitos vieram em busca de riquezas, mas poucos entenderam o verdadeiro tesouro. O que você deseja, menina?
Roberta respirou fundo, lembrando-se das histórias de seu avô. — Eu quero viver uma aventura e aprender sobre o que realmente importa na vida.
O pirata sorriu, satisfeito. — Aventura é importante, mas nunca esqueça que o verdadeiro tesouro está nas memórias que você cria e nas amizades que faz ao longo do caminho.
Roberta sentiu uma onda de sabedoria. — Posso levar algumas moedas para ajudar minha vila?
— Leve, mas lembre-se sempre de compartilhar suas aventuras e ensinar aos outros sobre o que você aprendeu.
Com o coração cheio de gratidão, Roberta pegou algumas moedas e, antes de sair, fez uma promessa ao pirata.
— Eu vou! E vou contar a todos sobre você e suas lições!
Enquanto descia as escadas do farol, Roberta sentia-se diferente. Tinha encontrado mais do que ouro; descobrira a verdadeira essência da aventura. Ao voltar para casa, ela sabia que, com cada história contada, poderia inspirar outras crianças a sonhar e a explorar o mundo.
Perguntas sobre a história
- O que motivou Roberta a ir até o farol?
- Como Roberta se sentiu ao encontrar o tesouro?
- Que lição importante o pirata ensinou a Roberta?
- Por que Roberta decidiu levar algumas moedas para sua vila?
- Como você acha que Roberta vai compartilhar suas experiências?
- O que você faria se encontrasse um tesouro como Roberta?
- Qual é a parte da aventura que você mais gostou?
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Esta história faz parte da coleção Piratas e Tesouros para Crianças.













