Larissa estava animada para a aventura de acampamento. Mas um mistério inesperado a aguardava na última barraca.
Larissa e a Última Barraca do Acampamento
Era uma manhã clara e ensolarada quando Larissa chegou ao acampamento com os pais. O cheiro de pinho e o som dos pássaros a deixavam ainda mais empolgada. Ela não via a hora de explorar a floresta, fazer novos amigos e contar histórias ao redor da fogueira.
— Olha, Larissa! — disse sua mãe, apontando para as barracas coloridas. — A nossa é aquela azul ali.
Larissa acenou entusiasmada e correu até a barraca. Depois de arrumar suas coisas, decidiu que era hora de explorar. Ao caminhar pelo acampamento, ela conheceu várias crianças, mas uma barraca em particular chamou sua atenção. Era uma barraca velha e desgastada, com um sinal que dizia “proibido entrar”.
— O que será que tem lá dentro? — pensou Larissa, sentindo uma pontinha de curiosidade. Ela se aproximou e espiou pela abertura, mas não conseguiu ver nada.
— Ei, você viu a barraca estranha? — uma voz vinda de trás a fez pular. Era Miguel, um garoto da sua idade, que parecia tão curioso quanto ela.
— Vi sim! O que será que tem lá dentro? — respondeu Larissa, com os olhos brilhando de curiosidade.
— Vamos descobrir! — sugeriu Miguel, sorrindo. E, sem pensar duas vezes, eles se aproximaram da entrada da barraca.
A porta estava entreaberta, e eles trocaram olhares nervosos. Após um momento de hesitação, Miguel empurrou a porta, que rangeu ao se abrir. O interior estava escuro e empoeirado, e uma estranha sensação de mistério pairava no ar.
— Não parece que ninguém usou essa barraca há muito tempo — observou Larissa, olhando ao redor. Tudo estava coberto de poeira e teias de aranha.
De repente, algo chamou a atenção deles. No canto da barraca, havia uma caixa velha, com um cadeado enferrujado.
— O que será que tem dentro? — perguntou Miguel, se aproximando da caixa.
— Não sei, mas parece que é algo importante — respondeu Larissa, com os olhos fixos no cadeado.
Eles começaram a procurar por algo que pudesse abrir o cadeado, mas parecia que nada funcionava. Depois de vários minutos de tentativas frustradas, Larissa teve uma ideia.
— E se a gente procurar por pistas ao redor? Pode ser que alguém tenha deixado alguma dica sobre a combinação do cadeado!
Miguel concordou, e os dois saíram em busca de pistas no acampamento. Falaram com os monitores, que riram da curiosidade deles, mas não sabiam de nada. Até que, ao passar perto da fogueira, Larissa notou algo brilhando entre as pedras.
— Olha, Miguel! — gritou, agachando-se para pegar um pequeno pedaço de papel. Estava um pouco queimado, mas ainda era legível.
— O que diz? — Miguel perguntou, ansioso.
— “A chave está nas estrelas” — leu Larissa em voz alta.
— Nas estrelas? O que isso quer dizer? — ponderou Miguel.
— Talvez seja a hora! Vamos olhar para o céu à noite! — sugeriu Larissa, empolgada com a ideia.
Quando a noite chegou, Larissa e Miguel se reuniram com outras crianças ao redor da fogueira, contando histórias e olhando para as estrelas. Enquanto todos estavam distraídos, eles se afastaram um pouco e começaram a contar quantas estrelas podiam ver.
— Espera! — Larissa teve um estalo. — E se a combinação for o número de estrelas que conseguimos ver?
Eles começaram a contar e, após alguns minutos, chegaram a um número.
— Vamos tentar! — disse Miguel, correndo de volta para a barraca.
Com o coração acelerado, eles se aproximaram da caixa novamente. Larissa respirou fundo e falou a combinação em voz alta. Para a surpresa deles, o cadeado se abriu com um clique.
— Conseguimos! — gritaram em uníssono, quase pulando de alegria.
Dentro da caixa, havia uma coleção de cartas antigas, escritas por crianças que haviam acampado ali anos atrás. Cada carta contava histórias de amizades, aventuras e momentos especiais. Larissa e Miguel começaram a ler algumas, rindo e se emocionando com as histórias.
— Olha, essa aqui fala sobre um grupo que encontrou um tesouro escondido na floresta! — comentou Larissa, com os olhos brilhando.
— E essa outra é sobre um acampamento noturno que deu muito medo, mas que acabou sendo incrível! — acrescentou Miguel.
Aquela caixa não era apenas um mistério, mas um pedaço da história do acampamento. Nos dias seguintes, eles decidiram compartilhar as cartas com todos. As histórias uniram as crianças, que se sentiam parte de algo maior.
Larissa sorriu ao perceber que, às vezes, os mistérios mais emocionantes estão escondidos nas coisas simples e nas histórias que nos conectam.
Perguntas sobre a história
- O que Larissa encontrou na barraca estranha?
- Qual era a frase que estava escrita no pedaço de papel?
- O que Larissa e Miguel pensaram que a frase poderia significar?
- O que havia dentro da caixa que encontraram?
- Como as cartas ajudaram a unir as crianças do acampamento?
- Qual foi a maior emoção que Larissa sentiu ao descobrir o conteúdo da caixa?
- Você já teve uma experiência parecida com mistérios ou descobertas?
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