Mariana sempre foi curiosa. Quando encontrou uma carta antiga no sótão, sua vida modesta se transformou em uma verdadeira aventura.
Mariana e a Carta Escrita Há Cem Anos
Era uma vez uma menina chamada Mariana. Ela vivia com seus pais em uma casa antiga, cheia de histórias. O sótão sempre a fascinava, mas ela nunca tinha coragem de subir sozinha. Certo dia, enquanto seus pais estavam ocupados na sala, Mariana decidiu explorar o local.
Assim que abriu a porta rangente do sótão, uma nuvem de poeira subiu, fazendo-a espirrar. Olhando ao redor, ela viu caixas empoeiradas, móveis cobertos por lençóis brancos e muitos objetos esquecidos. Mas foi uma pequena caixa de madeira que a chamou a atenção.
— O que será que tem aqui? — pensou Mariana, aproximando-se. Com um pouco de esforço, ela conseguiu abrir a caixa. Dentro, encontrou uma carta amarelada e dobrada. O que a deixou ainda mais intrigada foi o selo com um brasão antigo.
Mariana retirou a carta cuidadosamente. A caligrafia era bonita, mas difícil de ler. Ela começou a decifrar as palavras.
“Querida filha, se você está lendo isso, é porque estou longe, mas meu amor por você é eterno…”
As palavras pareciam ter sido escritas há muito tempo. Mariana sentiu um frio na barriga. Quem seria essa filha? O que aconteceu com ela? Por que a carta estava ali?
Com a carta em mãos, Mariana desceu correndo as escadas e foi até seus pais.
— Mãe, pai! Olhem o que eu encontrei no sótão! — exclamou, ofegante.
Seus pais olharam um para o outro, surpresos. A mãe de Mariana, Laura, se aproximou.
— Onde você encontrou isso, querida? — perguntou, com os olhos brilhando de curiosidade.
— Naquela caixa antiga! Olhe, é uma carta! — disse Mariana, entregando o papel a sua mãe.
Laura leu a carta em voz alta, e os dois ouviram a história de amor de uma mãe para sua filha. Ao final, Mariana perguntou:
— Quem era essa filha? O que aconteceu com ela?
O pai de Mariana, Carlos, olhou para a mãe e respondeu:
— Essa carta deve ter pertencido a uma mulher que viveu aqui há muito tempo. Pode ser que ela tenha sido a primeira dona da nossa casa.
A curiosidade de Mariana aumentou. Ela queria descobrir mais sobre essa história. No dia seguinte, decidiu visitar a biblioteca da cidade. Assim que chegou, pediu ajuda à bibliotecária, Dona Rita.
— Olá, Dona Rita! Você pode me ajudar a encontrar informações sobre a história da nossa casa? — perguntou Mariana, animada.
— Claro, minha querida! — respondeu Dona Rita, sorrindo. — Vamos ver o que conseguimos encontrar.
Elas passaram horas revirando livros e documentos antigos. Finalmente, encontraram um diário que pertencia à mulher da carta. O diário falava de sua vida, de suas esperanças e de uma viagem que ela havia feito. Mariana leu em voz alta:
— “Amo minha filha mais do que tudo no mundo. Estou indo em uma jornada, mas prometo que voltarei.”
Mariana ficou emocionada. A mulher tinha partido em busca de um sonho, mas nunca voltou.
— E se ela estiver perdida? — perguntou Mariana, com os olhos cheios de lágrimas.
Dona Rita tocou gentilmente o ombro da menina.
— Às vezes, as pessoas precisam se aventurar. Mas isso não significa que não amem suas famílias.
Mariana pensou por um momento e decidiu que precisava honrar aquele amor.
Na noite seguinte, Mariana e seus pais organizaram uma pequena homenagem na sala de estar. Colocaram a carta em um porta-retratos e acenderam uma vela.
— Para a mãe que nunca voltou, mas sempre amou sua filha — disse Carlos, emocionado.
Mariana sentiu seu coração aquecer. Ela sabia que, mesmo que nunca conhecesse aquela mulher, o amor dela ainda estava presente em sua casa.
Nos dias seguintes, Mariana começou a escrever suas próprias cartas. Ela escreveu sobre seus sonhos, suas aventuras no sótão e como queria que, um dia, seus filhos também conhecessem a história de sua família.
— Um dia, vou contar tudo isso para alguém — prometeu a si mesma, com um sorriso.
Assim, aquela carta antiga não apenas revelou um mistério, mas também uniu uma família. Mariana aprendeu que histórias de amor podem atravessar gerações e que sua própria vida também poderia se tornar uma linda narrativa.
Perguntas sobre a história
- O que Mariana encontrou no sótão?
- Como seus pais reagiram ao ler a carta?
- Onde Mariana foi para descobrir mais sobre a história?
- O que estava escrito no diário que Mariana leu?
- Como Mariana decidiu honrar a memória da mulher da carta?
- O que Mariana começou a fazer depois da homenagem?
- Que lição Mariana aprendeu com a carta e a história da mulher?
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