Rebeca era uma menina curiosa e destemida, sempre em busca de novas aventuras. Porém, havia algo muito misterioso em sua casa.
Rebeca e a Porta que Só Aparecia à Meia-Noite
Certa noite, enquanto todos na casa dormiam, Rebeca acordou com um barulho estranho. Era como se alguém estivesse chamando seu nome. Ela esfregou os olhos sonolentos e decidiu investigar. Com cautela, levantou-se da cama e, ao abrir a porta do quarto, sentiu um friozinho na barriga. O corredor estava escuro e silencioso.
— O que será isso? — pensou, enquanto caminhava lentamente. O som parecia vir do final do corredor, onde havia uma porta que sempre estava fechada. A porta, no entanto, só aparecia à meia-noite. Rebeca sabia disso, mas nunca tinha tido coragem de se aproximar.
Ao chegar perto da porta, ela notou que a maçaneta estava levemente brilhando. Era como se estivesse convidando-a a tocá-la. O coração de Rebeca disparou.
— E se for algo perigoso? — ela hesitou. Mas a curiosidade era mais forte. Com um movimento decidido, Rebeca girou a maçaneta e empurrou a porta.
Para sua surpresa, a porta se abriu com um rangido e revelou um quarto repleto de objetos cobertos por lençóis brancos. A luz da lua entrava pelas janelas, iluminando o espaço de forma mágica. No centro do quarto, havia uma mala antiga. Rebeca sentiu um impulso incontrolável de se aproximar.
— O que será que tem dentro? — murmurou, enquanto puxava o lençol que cobria a mala. O barulho do tecido fazendo isso ecoou pelos quatro cantos do quarto.
Com um pouco de esforço, abriu a mala. Dentro, havia cartas amareladas, fotos antigas e um diário empoeirado. Rebeca pegou o diário, assoprando a poeira que se acumulava em sua superfície. Ela abriu na primeira página e começou a ler.
“Querido diário, hoje fui ao mercado e vi um povo diferente. Eles me contaram histórias de lugares distantes e aventuras incríveis…”
As palavras pareciam saltar da página. Rebeca ficou tão imersa na leitura que não percebeu o tempo passar. Ela estava completamente envolvida na vida daquela pessoa que escreveu aquelas histórias. Poderia ser uma aventura a caminho?
De repente, um vento forte soprou pelo quarto, fazendo as páginas do diário virarem rapidamente. Rebeca ficou assustada, mas não quis sair. Ela queria descobrir o que mais aquele diário tinha a oferecer.
— Quem será que escreveu isso? — perguntou a si mesma. A cada nova página, mais perguntas surgiam em sua mente. O diário falava de uma busca, de um tesouro escondido que só poderia ser encontrado por alguém corajoso.
O coração de Rebeca pulsava forte.
— Eu sou corajosa! — declarou, com a determinação crescendo dentro dela. — Eu vou encontrar esse tesouro!
Com isso, ela decidiu que precisaria de um plano. O diário mencionava pistas escondidas pela casa que levavam até o tesouro. A primeira pista estava em um quadro na sala de estar. Rebeca seguiu em direção à sala, seu coração batendo forte de excitação.
Ao chegar, a luz da lua iluminava um quadro com uma paisagem antiga. Com cuidado, ela examinou cada detalhe até notar uma pequena fenda na moldura. Com um empurrão leve, a moldura se abriu, revelando um pequeno papel com uma mensagem.
“Procure onde a luz toca o chão.”
— O que isso pode significar? — Rebeca pensou, olhando ao redor. O chão estava repleto de sombras, mas na esquina da sala, onde a luz da lua caía, havia um pequeno tapete. Com vontade de descobrir, ela puxou o tapete para o lado.
Ali, encontrava-se uma caixa de madeira, antiga e desgastada. A respiração de Rebeca ficou ofegante. O que poderia haver ali?
— Vamos ver, vamos ver! — exclamou, abrindo a caixa com um estalo. Dentro, havia uma coleção de moedas antigas, cada uma mais brilhante que a outra. Mas também havia um mapa. Rebeca segurou o mapa com cuidado, os olhos brilhando de emoção.
— Isso é incrível! — Ela sabia que estava mais próxima do tesouro. Agora, o mapa indicava um caminho que começava no quintal de sua casa.
Rebeca saiu correndo, ansiosa. Assim que chegou ao quintal, viu que a luz da lua iluminava um velho carvalho. A primeira marca no mapa estava ali.
— Eu vou conseguir! — disse, começando a cavar com as mãos. A terra estava fria, mas isso não a desanimou. Alguns minutos depois, seus dedos tocaram algo duro. Com um último esforço, retirou um pequeno baú.
— Eu encontrei! — gritou, pulando de alegria. Ao abrir o baú, viu joias brilhantes e mais moedas. Mas, o que mais a impressionou foi uma carta.
“Este tesouro pertence àqueles que têm coragem de seguir seus sonhos. Use-o para fazer o bem.”
Rebeca sorriu. Não eram apenas objetos preciosos, mas uma lição sobre coragem e bondade. Com um sentimento de realização, ela decidiu que usaria o tesouro para ajudar as pessoas da sua cidade.
Aquela noite, Rebeca não apenas descobriu um tesouro, mas também a força que existia dentro dela.
Perguntas sobre a história
- O que fez Rebeca decidir abrir a porta misteriosa?
- Quais objetos Rebeca encontrou dentro da mala antiga?
- Como Rebeca se sentiu ao ler o diário?
- Qual foi a primeira pista que Rebeca encontrou na sala de estar?
- O que havia dentro da caixa que Rebeca desenterrou no quintal?
- O que a carta no baú ensinou Rebeca?
- Como Rebeca decidiu usar o tesouro que encontrou?
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Esta história faz parte da coleção Mistério Infantil para Crianças.











