A última luz acesa no quarto de João

Em uma noite tranquila, João se preparava para dormir. Mas havia uma luz que o mantinha acordado, e essa luz era mais que um simples abajur.

A última luz acesa no quarto de João

João era um menino de oito anos que adorava a hora de dormir. Ele tinha um ritual especial: ler um livro enquanto a luz de seu abajur iluminava seu quarto. Naquela noite, no entanto, algo estava diferente. A luz parecia mais brilhante e convidativa do que nunca.

— Mãe, você pode deixar a luz acesa só mais um pouquinho? — perguntou João com seus olhos brilhando de expectativa.

— Só mais quinze minutos, tá bom? Depois você precisa dormir — respondeu sua mãe, puxando os cobertores sobre ele.

João assentiu, mas mesmo assim, não conseguia parar de pensar no que mais poderia fazer com aquele tempo extra. Ele pegou seu livro de aventuras e começou a ler, mergulhando em um mundo cheio de heróis e vilões.

Enquanto as palavras dançavam diante de seus olhos, a luz do abajur lançou sombras divertidas nas paredes. João começou a imaginar que aquelas sombras eram seus amigos, prontos para acompanhá-lo em qualquer aventura.

— Vamos explorar a floresta encantada! — disse ele, falando com as sombras como se fossem seres vivos.

Mas, à medida que o tempo passava, ele começou a sentir um certo medo. As histórias de monstros e fantasmas começaram a se misturar com sua imaginação. Ele olhou ao redor, vendo as sombras se alongarem e se transformarem em formas estranhas.

— Mãe! — gritou ele, o coração acelerado. — Está tudo bem?

— Estou aqui, meu amor! O que aconteceu? — a mãe entrou no quarto, com uma expressão preocupada.

— As sombras… elas estão se movendo! — respondeu João, com a voz trêmula.

A mãe sorria gentilmente. — João, as sombras são apenas o resultado da luz. Elas não podem fazer mal. Mas, se isso te deixa assustado, podemos apagar a luz e falar sobre suas aventuras.

João pensou por um momento. Ele queria a luz acesa, mas não queria que as sombras o assustassem. Com um leve aceno de cabeça, fez sua escolha.

— Pode apagar, mãe. Vamos conversar.

Ela apagou o abajur e se sentou ao lado dele na cama. A escuridão envolveu o quarto, mas a presença da mãe fazia com que João se sentisse seguro.

— Agora, me conte sobre sua aventura na floresta encantada — pediu a mãe, encorajando seu filho a compartilhar seus pensamentos.

João começou a narrar a história de um valente cavaleiro que enfrentava dragões e salvava princesas. À medida que falava, sentia a ansiedade se dissipar e sua imaginação ganhar vida de uma forma diferente.

— E então, o cavaleiro usou sua espada mágica para derrotar o dragão! — contou ele, empolgado.

— Uau, que emocionante! — disse a mãe, cheia de entusiasmo. — E o que mais aconteceu?

João continuou a descrever cada detalhe, e logo a escuridão não parecia mais assustadora. Ele percebeu que a luz que realmente importava estava dentro dele, na sua capacidade de criar histórias e aventuras.

Quando a história chegou ao fim, João olhou para sua mãe e sorriu.

— Eu não preciso da luz para ter coragem, preciso apenas acreditar nas minhas histórias — declarou ele, com a voz cheia de confiança.

— Exatamente! — respondeu a mãe, abraçando João. — Agora é hora de dormir. Amanhã, você pode contar mais histórias.

E assim, enquanto o quarto permanecia escuro, João fechou os olhos, tranquilo e cheio de sonhos. Ele sabia que, mesmo sem a luz acesa, sempre teria sua imaginação para brilhar.

Perguntas sobre a história

  1. Por que João queria que a luz ficasse acesa?
  2. O que João começou a sentir quando as sombras se moveram?
  3. Como a mãe de João ajudou a acalmá-lo?
  4. O que João fez quando a luz foi apagada?
  5. O que ele aprendeu sobre coragem?
  6. Como a imaginação de João o ajudou naquela noite?
  7. Que tipo de histórias João gosta de contar?

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