Davi era um menino corajoso, mas havia um momento em que ele teve um medo muito grande: o medo do escuro.
O dia em que Davi teve medo do escuro
Era uma noite tranquila na casa de Davi. As estrelas brilhavam no céu, e a lua iluminava o quintal. Porém, quando sua mãe apagou as luzes, o quarto de Davi mergulhou na escuridão. Ele se encolheu debaixo do cobertor, sentindo seu coração acelerar.
— Mãe, você pode deixar a luz acesa? — pediu Davi, com a voz tremula.
— Não, querido. Você precisa aprender a enfrentar seus medos — respondeu sua mãe, acariciando seu cabelo. — O escuro não é tão assustador quanto parece.
Davi queria acreditar nas palavras da mãe, mas não conseguia. Ele ouviu os sons da casa, o vento soprando lá fora e um gato miando. Aqueles barulhos pareciam grandes e ameaçadores na escuridão.
— E se algo estiver lá fora? — pensou Davi, lembrando-se de histórias que ouvira sobre monstros. Ele se virou, tentando encontrar conforto no seu travesseiro, mas a ansiedade só aumentava.
Depois de um tempo, Davi decidiu que precisava fazer algo. Ele se levantou lentamente da cama e foi até a janela. Ao olhar para fora, viu a luz da lua refletindo nas folhas das árvores. Era bonito, e ele percebeu que a escuridão não era tão terrível assim.
— Olha, Davi! — disse ele para si mesmo, tentando se encorajar. — É só a noite, e as estrelas estão lá em cima. Elas não querem te fazer mal.
Com mais coragem, ele decidiu sair do quarto e encontrar sua mãe. Ao atravessar o corredor, as sombras pareciam dançar nas paredes. Davi respirou fundo e avançou. Ele lembrou-se do que sua mãe sempre dizia: “A coragem não é a ausência do medo, mas a capacidade de enfrentá-lo”.
Quando chegou à sala, viu sua mãe sentada no sofá, lendo um livro. Ela sorriu ao vê-lo.
— Você veio me procurar, meu amor? — perguntou ela, fechando o livro.
— Mãe, eu estava com medo do escuro. Mas agora eu quero entender. — Davi disse, sentando-se ao lado dela.
— O escuro pode ser misterioso, mas também é cheio de coisas boas. Você sabia que as estrelas só aparecem quando está escuro? — explicou sua mãe. — E muitas vezes, as coisas que tememos não são tão assustadoras assim.
Davi olhou para a janela e viu as estrelas mais uma vez. Ele começou a sentir que, na verdade, a noite era cheia de beleza.
— Posso ficar aqui com você? — perguntou Davi.
— Claro, meu bem! — respondeu sua mãe, envolvendo-o com um braço. — E que tal fazermos um jogo? Vamos contar as estrelas que conseguimos ver!
Davi sorriu e, juntos, começaram a contar as estrelas. A cada número, ele se sentia mais confiante. O escuro não era mais um lugar de medo, mas um espaço mágico e cheio de possibilidades.
Depois de um tempo, Davi voltou para o quarto, ainda um pouco receoso, mas agora com um novo olhar. Ele acendeu a luz da mesinha de cabeceira e, ao deitar-se, olhou para o teto. Ele começou a imaginar cada estrela como um amigo.
— O escuro pode ser legal — pensou Davi, fechando os olhos. — Eu só preciso lembrar que não estou sozinho.
E assim, naquela noite, Davi adormeceu com um sorriso no rosto, aprendendo que enfrentar o medo pode trazer novas descobertas e que, às vezes, até mesmo o escuro pode ser um lugar acolhedor.
Perguntas sobre a história
- O que Davi sentiu quando sua mãe apagou as luzes?
- Como Davi tentou enfrentar seu medo?
- O que sua mãe disse para encorajá-lo?
- O que Davi viu ao olhar pela janela?
- Que jogo Davi e sua mãe jogaram juntos?
- Como Davi se sentiu ao voltar para o quarto?
- O que Davi aprendeu sobre o escuro ao final da história?
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