O medo que Beatriz escondeu debaixo da cama

Beatriz era uma menina cheia de sonhos, mas, às noites, um medo a visitava. Este medo se escondia debaixo da sua cama.

O medo que Beatriz escondeu debaixo da cama

Beatriz sempre amou as histórias que sua mãe contava antes de dormir. Elas a levavam a mundos cheios de cores e aventuras. Mas, quando a luz apagava e o silêncio tomava conta do quarto, algo mudava. O medo surgia, escuro e silencioso, como uma sombra se arrastando sob a cama.

— Mamãe, posso dormir com a luz acesa? — Beatriz perguntou certa noite, batendo os pés nervosamente no chão.

— Apenas por esta noite, meu amor — respondeu a mãe, acariciando seus cabelos. “Eu não queria que ela soubesse que o escuro me incomoda tanto”, pensou Beatriz, apertando o cobertor.

Mas, conforme os dias passavam, a luz do abajur se tornava insuficiente para espantar o medo que crescia dentro dela. Às vezes, ela ouvia barulhos na casa, como se algo estivesse espreitando. E sempre que ouvia um estalo, sua imaginação voava: “E se houver um monstro? E se ele estiver debaixo da cama?”.

Certa noite, após contar mais uma história mágica, a mãe se despediu, e Beatriz se encolheu sob as cobertas. O silêncio parecia mais profundo, e ela se lembrou de algo que a amiga Laura tinha dito na escola.

— “Os medos só têm poder se não os enfrentarmos”, — ela repetiu para si mesma, mas a coragem parecia escorregar entre seus dedos.

Então, após um tempo de hesitação, Beatriz decidiu que era hora de agir. Com um coração acelerado, levantou-se da cama e caminhou até o pé dela. A escuridão sob a cama parecia quase viva. Com respiração profunda, ela se agachou e olhou para dentro.

— Oi? Tem alguém aí? — perguntou, tentando deixar sua voz firme.

A escuridão permaneceu quieta, mas Beatriz não desistiu. Ela se lembrou de um truque que sua mãe sempre dizia: quando você fala sobre algo que te assusta, você o torna menor. Assim, resolveu contar o que sentia.

— Eu tenho medo de você. Eu não sei quem você é, mas não quero que você me faça mal! — disse ela, sentindo o peito apertar.

Para sua surpresa, uma pequena luz surgiu. Não era um monstro, mas apenas uma boneca que havia caído, com os olhos brilhantes refletindo a luz da lua que entrava pela janela.

— O que você está fazendo aqui, boneca? — sussurrou Beatriz, sorrindo timidamente.

A menina pegou a boneca e a trouxe para a cama. Aquela descoberta lhe trouxe uma sensação de alívio. O medo que parecia tão grande agora estava apenas escondido sob um pedaço de pano.

Naquela noite, Beatriz decidiu que todas as noites ela iria olhar debaixo da cama. Não mais para ter medo, mas para encontrar seus próprios tesouros, que estavam ali esperando para serem descobertos.

Com o tempo, Beatriz percebeu que cada medo tinha uma história, e ao enfrentá-los, ela se sentia mais corajosa. A escuridão não era mais um lugar de sustos, mas um espaço de descoberta.

— Olá, boneca! Vamos juntas enfrentar a noite? — ela dizia, antes de fechar os olhos. E assim, a menina e sua nova amiga passavam a noite conversando sobre os sonhos que teriam no dia seguinte.

E Beatriz sempre se lembrava: a coragem está em enfrentar o que nos assusta, e às vezes, o que parece ser um monstro, na verdade, pode ser apenas uma nova amiga.

Perguntas sobre a história

  1. O que Beatriz encontrou debaixo da cama?
  2. Como Beatriz se sentia quando a luz se apagava?
  3. O que a amiga Laura disse sobre enfrentar medos?
  4. Por que Beatriz decidiu olhar debaixo da cama?
  5. O que Beatriz aprendeu sobre seus medos?
  6. Como a boneca ajudou Beatriz a se sentir menos assustada?
  7. O que você faria se tivesse medo de algo?

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