Era uma noite silenciosa e estrelada, mas no coração de Sofia, uma pequena saudade começava a se formar.
Quando Sofia teve saudade no meio da noite
Sofia estava deitada em sua cama, com o cobertor quentinho cobrindo seus pés. O relógio do quarto marcava quase meia-noite, e a casa estava em profundo silêncio. Ela olhou pela janela e viu a lua cheia iluminando o jardim. O brilho da luz fazia as folhas das árvores dançarem suavemente, mas, em vez de se sentir tranquila, uma sensação estranha começou a tomar conta dela.
— Mamãe! — chamou Sofia, sua voz mal saindo do travesseiro. Mas ninguém respondeu. Ela esfregou os olhos e se sentou na cama. A saudade a atingiu como um raio. Sentia falta de sua avó, que havia ido embora há algumas semanas. A lembrança de seus abraços quentes e das histórias que ela contava à noite era como um eco em seu coração.
Sofia levantou-se, puxou o cobertor para mais perto e foi até a sala. A casa estava escura, mas ela conhecia bem o caminho. O cheiro de café fresco ainda pairava no ar, mesmo que não houvesse ninguém acordado para prepará-lo.
— O que eu faço agora? — pensou, olhando para o sofá, onde costumava se aconchegar ao lado de sua avó. A saudade era como um grande balão que a fazia flutuar, mas não sabia como lidar com isso.
Ela se lembrou de um momento especial que teve com sua avó. Era uma tarde ensolarada, e elas estavam fazendo biscoitos juntas. A avó havia dito: “Sofia, sempre que sentir saudade, lembre-se das nossas memórias, elas nunca vão embora”.
— É verdade! — exclamou Sofia em voz alta, como se a avó pudesse ouvi-la. Então, decidiu que iria reviver aquelas memórias.
Sofia foi até o armário da cozinha e pegou a caixa de receitas que sua avó adorava. Com um pouco de dificuldade, ela a abriu e encontrou a receita dos biscoitos. O papel estava amarelado, mas as palavras ainda estavam legíveis. Com um sorriso no rosto, ela se lembrou dos ingredientes e começou a juntar tudo o que precisava.
Com a farinha espalhada na mesa, o cheiro doce do açúcar e a manteiga derretida pelo calor da cozinha, Sofia se sentiu mais perto da avó. Ela misturou tudo com as mãos, deixando a massa grudenta escorregar entre os dedos. Cada movimento a fazia sentir que a avó estava ali, sorrindo para ela.
— Agora, eu preciso de um pouco de música! — disse Sofia, correndo até o rádio. Ela ligou e uma melodia suave começou a tocar. Enquanto a música preenchia a sala, Sofia começou a cortar a massa em formas divertidas.
Depois de um tempo, o cheiro dos biscoitos assando tomou conta da casa. Enquanto esperava, Sofia se sentou no sofá e fechou os olhos. Imaginou a avó ao seu lado, contando histórias sobre quando era criança e como tudo parecia tão simples.
— Eu gostaria que você estivesse aqui, vovó — murmurou. — Mas eu sei que você sempre estará em meu coração.
Finalmente, o timer do forno apitou. Sofia correu até a cozinha e, com cuidado, tirou a assadeira. Os biscoitos estavam dourados e quentinhos, e um sorriso largo iluminou seu rosto. Ela pegou um e, ao dar a primeira mordida, sentiu como se a avó estivesse ali, compartilhando aquele momento especial.
Com os biscoitos prontos, Sofia decidiu que não queria comer sozinha. Então, subiu até o quarto dos pais e bateu levemente na porta.
— Mamãe, papai! — sussurrou. — Vocês querem biscoitos?
A porta se abriu lentamente, e seus pais apareceram, com os olhos sonolentos, mas um sorriso no rosto.
— O que você está fazendo acordada, minha filha? — perguntou sua mãe.
— Fiz biscoitos! — disse Sofia, pulando de alegria. — Era para manter a saudade da vovó perto de mim.
Os pais se sentaram à mesa e, enquanto degustavam os biscoitos, Sofia contou tudo sobre a tarde que passou com a avó. Eles riram e se lembraram juntos, e a saudade que antes parecia pesada agora se transformou em amor e lembranças quentes.
— Eu sinto a vovó também — disse o pai, segurando a mão de Sofia. — E ela ficaria tão orgulhosa de você.
Sofia sorriu, percebendo que a saudade não era algo ruim. Era um lembrete do amor que sempre durará, não importa a distância. E assim, naquela noite, a saudade se transformou em um doce aconchego, como um abraço que nunca se acaba.
Perguntas sobre a história
- O que Sofia sentiu quando acordou à noite?
- Quem Sofia estava sentindo falta?
- O que Sofia decidiu fazer para se lembrar da avó?
- Como Sofia se sentiu enquanto fazia os biscoitos?
- O que seus pais disseram quando ela os chamou para comer biscoitos?
- Como a saudade de Sofia se transformou durante a história?
- Qual foi a memória mais especial que Sofia teve com a avó?
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