Laura adorava seu quarto. As paredes lilás, os brinquedos espalhados e a luz suave que entrava pela janela a faziam sentir-se segura e feliz.
O quarto de Laura e a sombra na parede
Certa noite, enquanto se preparava para dormir, Laura percebeu algo estranho. Uma sombra dançava na parede ao lado da sua cama. A princípio, ela pensou que era apenas a luz da lua brincando com os objetos do quarto. Mas a sombra parecia ter vontade própria, se movendo de maneira curiosa.
— Mamãe! — chamou Laura, com um toque de nervosismo na voz. — Tem algo na minha parede!
A mãe entrou no quarto, com um sorriso tranquilo. Ela se agachou ao lado da cama e olhou para a parede.
— É só a sombra da árvore lá fora, querida — explicou, apontando para a janela. — Veja como os galhos se movem com o vento.
Laura analisou a sombra mais de perto. A silhueta da árvore parecia uma dança suave, mas ainda assim, uma pontada de medo a acompanhava.
— E se a sombra não for só uma sombra? — perguntou ela, com a imaginação começando a criar histórias.
— Ah, minha filha, a noite pode nos fazer ver coisas que não existem. Mas se você se concentrar, verá que tudo tem uma explicação — disse a mãe, acariciando os cabelos de Laura.
A menina tentou se acalmar, mas a sombra continuava a se mover, como se estivesse tentando chamar sua atenção. Laura decidiu que precisava descobrir mais sobre aquilo.
No dia seguinte, ela resolveu investigar. Durante o café da manhã, pergunou ao pai:
— Papai, você já viu sombras dançarem?
Ele riu, balançando a cabeça.
— Sombras não dançam, Laura. Elas apenas imitam o que está acontecendo na luz. O que a sua sombra está fazendo?
Laura contou sobre a sombra da parede e como ela parecia ter vida própria. O pai sorriu, fazendo um gesto de encorajamento.
— Vamos ver isso mais tarde. Às vezes, a curiosidade é a chave para entendermos o desconhecido.
Quando a noite caiu novamente, Laura estava mais preparada. Armou-se de coragem e observou a sombra mais de perto. Olhou para a árvore do lado de fora e, com um sorriso, percebeu que o vento fazia as folhas se mexerem. A sombra na parede era apenas um reflexo.
— Olha, mamãe! — ela gritou, apontando para a parede. — Agora eu entendi!
A mãe, que estava na porta, sorriu e disse:
— Você viu? Quando deixamos o medo de lado, as coisas ficam mais claras.
Laura, agora cheia de confiança, decidiu fazer algo divertido. Pegou uma lanterna e começou a projetar formas na parede. A sombra se transformava em animais e figuras que dançavam ao som de sua risada.
— Olha, agora eu sou a artista das sombras! — exclamou, cheia de alegria.
A cada movimento da lanterna, novas histórias surgiam. Era como se sua imaginação estivesse livre para criar. A felicidade a envolvia, e a sombra, que antes parecia ameaçadora, agora era uma amiga.
Conforme a noite avançava, Laura percebeu que a sombra sempre esteve ali, apenas esperando que ela a visse de outra maneira. Ela se deitou na cama, olhando para a parede, que agora parecia cheia de possibilidades.
— Obrigada por me mostrar que não preciso ter medo — sussurrou para a sombra, com um sorriso nos lábios.
E assim, Laura fechou os olhos, sabendo que, mesmo nas noites mais escuras, sempre haveria luz e magia ao seu redor.
Perguntas sobre a história
- O que Laura pensava que era a sombra na parede?
- Como a mãe de Laura ajudou a acalmá-la?
- O que Laura fez para entender melhor a sombra?
- Como a sombra se transformou enquanto Laura brincava?
- O que Laura aprendeu sobre suas próprias emoções naquela noite?
- Qual era a relação entre a luz e a sombra que Laura descobriu?
- De que maneira a história mostra que enfrentar os medos pode ser divertido?
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