A história que Júlia inventava para vencer o medo

Júlia era uma menina cheia de imaginação, mas havia algo que sempre a fazia sentir medo. A noite, com seu silêncio profundo e sombras dançantes, parecia se transformar em um mistério aterrador.

A história que Júlia inventava para vencer o medo

Certa noite, enquanto se preparava para dormir, Júlia olhou pela janela. A lua estava alta e cheia, iluminando seu quarto com uma luz suave. Mas mesmo assim, as sombras pareciam mais longas e os sons da casa, mais altos.

— Mãe! — gritou Júlia, com a voz trêmula. — Eu não consigo dormir! Tem algo me assustando!

A mãe abriu a porta, com um sorriso acolhedor.

— O que está acontecendo, minha querida? — perguntou ela, sentando-se na beira da cama.

— É tudo tão escuro e eu fico com medo! — Júlia respondeu, olhando para o chão como se as sombras pudessem ouvir.

A mãe acariciou o cabelo da filha e disse:

— Que tal se você inventar uma história? Uma história bem legal, que faça você se sentir corajosa?

Júlia olhou para a mãe com uma centelha de esperança nos olhos.

— Uma história? Você acha que isso pode ajudar?

— Claro! A sua imaginação é forte. Vamos lá, me conte sua história!

Com um sorriso tímido, Júlia começou a criar.

— Era uma vez uma menina chamada Sofia. Ela tinha um medinho de escuro também. Mas um dia, ela decidiu que não deixaria o medo dominá-la.

A mãe escutava atentamente, animada com a narrativa de Júlia.

— Sofia pegou uma lanterna bem brilhante e saiu de casa. Ela entrou em um bosque onde as árvores pareciam sussurrar. Mas, em vez de medo, ela sentiu curiosidade.

— E o que aconteceu com Sofia? — perguntou a mãe, incentivando a filha a continuar.

— Ela encontrou uma coruja sábia que lhe disse: “Não tenha medo, pequena. Olhe ao seu redor e veja a beleza da noite!” A coruja a guiou, mostrando cada estrela no céu e cada sombra que na verdade era só uma árvore.

Júlia começou a se animar cada vez mais com a história.

— E então?

— Então, Sofia percebeu que o que parecia assustador era, na verdade, cheio de coisas bonitas. As estrelas brilhavam como diamantes e o vento fazia músicas nas folhas. Ela sorriu e se sentiu forte!

A mãe sorriu, admirando a coragem da protagonista inventada por sua filha.

— E você, minha pequena? O que você aprendeu com Sofia?

Júlia pensou por um momento e respondeu:

— Que se eu olhar de perto, o medo pode se transformar em algo bonito.

— Exatamente! — disse a mãe, abraçando-a. — Agora, que tal você usar sua lanterna imaginária e explorar seu quarto?

Júlia levantou-se da cama, determinada. Com a lanterna na mão, ela começou a “explorar” seu quarto.

— Olha, mãe! Aqui estão as sombras das minhas bonecas. Elas não estão assustadoras, estão só dançando!

— Viu? Você está fazendo isso! Você está se tornando uma exploradora da noite!

Júlia estava tão envolvida que nem percebeu quando o medo começou a desaparecer. Cada sombra agora era uma amiga nova, cada barulho, uma canção suave.

— Obrigada, mãe! — disse ela, enquanto voltava para a cama, agora com um sorriso no rosto. — Vou inventar mais histórias e ser como a Sofia!

— Eu adoraria ouvir todas elas — respondeu a mãe, apagando a luz, mas deixando a porta entreaberta.

Júlia fechou os olhos, e enquanto adormecia, sonhou com as aventuras de Sofia, a menina que havia encontrado coragem na escuridão.

Perguntas sobre a história

  1. O que você faria se estivesse com medo do escuro?
  2. Quem é seu personagem favorito em histórias?
  3. Você já teve um medo que superou?
  4. O que você faria para ajudar um amigo com medo?
  5. Como você se sente quando está em um lugar desconhecido?
  6. Qual é a sua história preferida?
  7. O que te faz sentir corajoso?

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Use esta história em momentos de leitura, projetos pedagógicos e atividades de interpretação com as crianças.

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