Helena estava crescendo e, pela primeira vez, decidiu que queria dormir sozinha. Essa era uma grande aventura para ela.
Quando Helena decidiu dormir sozinha pela primeira vez
Naquela noite, o sol se despedia no horizonte, pintando o céu de tons laranja e rosa. Helena, com seus sete anos, estava animada. Ela olhou para sua mãe e disse:
— Mamãe, hoje eu quero dormir no meu quarto, sozinha!
A mãe de Helena sorriu, mas ao mesmo tempo fez uma expressão pensativa.
— Você tem certeza, querida? Dormir sozinha pode ser um pouco assustador.
Helena balançou a cabeça, determinada.
— Eu consigo! Eu sou uma grande menina agora!
Com um beijo suave na testa, sua mãe ajudou a preparar o quarto. Colocaram os lençóis novos na cama, arrumaram os brinquedos e deixaram a luz do corredor acesa.
— Quando você sentir medo, pode vir aqui e chamar por mim, tá bom? — disse a mãe, acariciando o cabelo da menina.
— Tá bom, mamãe — respondeu Helena, um pouco nervosa, mas cheia de coragem.
Assim que a mãe saiu do quarto, Helena olhou ao redor. As paredes eram pintadas de um azul suave, e seus desenhos estavam expostos, como pequenos troféus. Ela sorriu, mas logo o silêncio começou a se tornar denso.
Enquanto se deitava, seus pensamentos começaram a girar. E se houvesse barulhos estranhos? E se ela visse sombras? Ela puxou o cobertor até o queixo e tentou se acalmar.
O relógio na parede fazia “tic-tac”, e Helena começou a contar os segundos, como se fosse um jogo. “Um, dois, três…” Mas logo, cada “tic” a fazia pensar em coisas que poderiam ser assustadoras. E se um monstro aparecesse?
— Não, não, não! — disse ela para si mesma, fechando os olhos com força. — Não existem monstros.
Nesse momento, um ventinho passou pela janela, fazendo as cortinas esvoaçarem. Helena abriu os olhos novamente, e viu a luz do luar entrando no quarto. Era tão bonita! Ela decidiu que poderia ser amiga da luz da lua.
— Oi, lua! — sussurrou, sentindo-se um pouco mais corajosa. — Você vai me proteger esta noite?
Olhou para o teto, tentando imaginar a lua sorrindo de volta. E assim, com um pouco de ajuda da imaginação, Helena começou a relaxar. Ela lembrou-se de todas as histórias que sua mãe contava antes de dormir, aquelas que a faziam sentir-se segura.
De repente, um barulho veio de fora. Helena sentou-se na cama, o coração batendo rápido. Era só um gato, ela percebeu. Acalmou-se mais uma vez.
— Eu posso fazer isso — falou para si mesma, decidida. Com o cobertor sobre os joelhos, começou a fazer planos para o dia seguinte. O que ela iria brincar? Quais amigos iria convidar?
Enquanto pensava, sua mente começou a vagar. E se ela inventasse uma nova brincadeira? Uma aventura no parque? Com um novo impulso de confiança, Helena resolveu que não iria deixar o medo dominá-la.
E então, quando finalmente se sentiu cansada, ela se deitou novamente, olhando para o teto. Contou mais uma vez, mas agora não era mais sobre medos. Era sobre estrelas.
— Uma, duas, três estrelas — murmurou. — Como eu queria voar até elas!
Com isso, Helena fechou os olhos e, pela primeira vez, sentiu que estava realmente pronta para dormir sozinha. O silêncio do quarto não parecia mais tão assustador.
Na manhã seguinte, assim que raios de sol filtraram pela janela, ela acordou e pulou da cama, cheia de energia.
— Consegui! — gritou, correndo para encontrar sua mãe. — Eu dormi sozinha!
A mãe sorriu, orgulhosa.
— Eu sabia que você conseguiria, meu amor!
Helena sentiu uma alegria imensa. Ela tinha enfrentado seus medos e saiu vitoriosa. Agora, ela sabia que poderia fazer qualquer coisa.
Perguntas sobre a história
- Como você se sentiria ao dormir sozinho pela primeira vez?
- O que você faria para se sentir menos assustado à noite?
- Você já teve alguma aventura como a de Helena?
- Quais coisas você faria para se distrair antes de dormir?
- O que você acha que a lua pensava sobre Helena?
- Você já contou histórias para alguém antes de dormir?
- O que faz você se sentir corajoso?
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